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J entre os cães.

por Jeferson, Maicon (inspirado pelo mestre Paul Auster).

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J entre os cães.

por Jeferson, Maicon (inspirado pelo mestre Paul Auster).
Mais ou menos no mesmo espírito, embora abrangendo um tempo mais curto (um punhado de meses, em oposição à vinte anos), um outro amigo, M., me contou sobre um certo livro raro que ele vinha tentando localizar sem sucesso, vasculhando livrarias e catálogos em busca de uma obra supostamente notável, que ele queria muito ler, e como, certa tarde, enquanto andava pela cidade, ele tomou um atalho pela estação Grand Central, subiu a escada que vai dar na avenida Vanderbilt, e avistou uma jovem de pé junto à balaustra de mármore, com um livro nas mãos: Continuar lendo ‘Notas de um Caderno Vermelho’

“Danificar ônibus e estações tubo ou não pagar a passagem encarece a tarifa”. A gravação ecoa nos auto-falantes dos coletivos que circulam em Curitiba. Mas a mensagem precisa competir com os ruídos de motores, buzinas, mp3 players e celulares de fãs de hip hop. Sem falar nas cotoveladas e encoxadas nos ônibus sempre lotados. As empresas privadas de transporte comunicam que a população irá pagar seus prejuízos. A prefeitura nem precisa fazê-lo, já que são nossos impostos que pagam suas despesas. Continuar lendo ‘Vai sair do seu bolso’
Qualquer dia desses, quando entrar no Terminal do Capão da Imbuia, talvez você nem se dê conta disso, mas poderá ter ganho, ao menos por um segundo, a atenção de um vigilante par de olhos.
O emblema da Metropolitana, no ombro da farda azul escura, diz mais sobre ele que o nome impresso na tarjeta de identificação em seu peito. Porém, o que ele é não está ao alcance do seu olhar.
Protetor único de um terminal pelo qual circulam diariamente cerca de 200 mil pessoas. Esse é seu fardo, de uma responsabilidade e orgulho que talvez jamais confesse. A não ser por alguns instantes, num discreto ajeitar da boina disposta sobre sua cabeça, um pouco acima dos olhos mais atentos a circular pelo terminal da zona leste curitibana.
Professor diz:
Isso abre margem para uma pauta factual sobre número de ocorrências ou variações em termos de segurança e na preservação do patrimônio. Por exemplo, será que existe uma época ou mesmo um horário em que o patrimônio fica mais vulnerável? Temos estatísticas de quanto isso onera o contribuinte? Isso vai parar no preço da tarifa? Sugestões ainda preliminares, claro, para uma possível pauta.
Um tema que pode render, sim… de posse dos dados estatísticos, podemos mostrar como o vandalismo realmente prejudica a comunidade. Um exemplo? Delinquentes disfarçados de torcedores de futebol, que promovem arruaça sempre que se encontram nos terminais, onerando as empresas de transporte coletivos, que por sua vez repassam o prejuízo a população.
Só 1 exemplo.